Calculadora de juros do cartão de crédito

Veja quanto custa deixar parte da fatura no rotativo ou parcelar o saldo, e compare com pagar tudo.

% a.m.

Exemplo — use a taxa da sua fatura

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Exemplo — use a taxa da sua fatura

parcelas

Custo de não pagar tudo

Você pagaria R$ 337,52 a mais do que pagando tudo

Saldo que fica para depois: R$ 1.000,00

A) Pagar a fatura inteira

R$ 0,00 de juros

B) Rotativo até a próxima fatura

R$ 120,00 de juros

Total: R$ 1.120,00

C) Parcelar em 6x

6x de R$ 222,92

Total: R$ 1.337,52 · Juros: R$ 337,52

Simulação educativa. Não considera IOF nem outros encargos.

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Como usar a calculadora

Preencha o valor total da fatura e quanto você consegue pagar agora. Depois, informe as taxas de juros do rotativo e do parcelamento que aparecem na sua fatura ou no app do banco. A calculadora já vem com taxas de exemplo, mas cada banco e cada cliente têm taxas diferentes, por isso vale trocar pelos seus números.

O resultado aparece na hora e compara três caminhos para o mesmo saldo: pagar a fatura inteira, deixar o saldo no rotativo até a próxima fatura ou parcelar o saldo. O destaque mostra quanto você pagaria a mais no pior dos cenários.

Como o cálculo funciona

Tudo parte do saldo: a diferença entre o total da fatura e o que você paga agora. Com uma fatura de R$ 1.500 e um pagamento de R$ 500, sobram R$ 1.000 para depois.

  • Rotativo: os juros mensais incidem sobre o saldo até a próxima fatura. Com 12% ao mês, os R$ 1.000 viram R$ 1.120: são R$ 120 de juros em um único mês.
  • Parcelamento da fatura: o saldo é dividido em parcelas fixas pela Tabela Price, o mesmo sistema usado em financiamentos. Com 9% ao mês em 6 parcelas, você paga 6 × R$ 222,92 = R$ 1.337,52, ou seja, R$ 337,52 de juros.
  • Pagar tudo: zero juros. É a referência para medir o custo das outras opções.

Repare que, no exemplo, o rotativo parece mais barato que o parcelamento. Isso só vale se você conseguir pagar o saldo inteiro na fatura seguinte. Se não conseguir, o banco vai oferecer um parcelamento de qualquer forma, e os juros do rotativo se somam aos do parcelamento.

A calculadora também aplica o teto de juros: desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690/2023, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original da dívida. Quando o teto entra em ação, o resultado avisa.

Por que o rotativo é a dívida mais cara

O rotativo é um crédito automático: não tem análise, não tem contrato novo e começa no momento em que você paga menos que o total. Essa facilidade tem preço. As taxas do rotativo ficam entre as mais altas do mercado de crédito, bem acima de empréstimo pessoal, consignado ou financiamento.

Para limitar o estrago, a Resolução CMN 4.549/2017 determina que o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco precisa oferecer o parcelamento, que costuma ter juros menores, mas ainda altos.

O caminho mais comum para cair nessa dívida é silencioso:

  • pagar o mínimo “só este mês” e repetir no seguinte;
  • somar parcelas de compras antigas com compras novas sem ver o total comprometido;
  • usar o cartão para cobrir gastos do mês porque a renda já acabou.

Se a fatura já não cabe, compare alternativas antes de aceitar o parcelamento automático. Um empréstimo com juros menores para quitar o cartão pode sair mais barato, desde que você não volte a usar o limite do mesmo jeito. Enquanto isso, montar uma reserva de emergência evita que o próximo imprevisto vá parar no cartão.

Como o Finanças Fáceis ajuda

A maioria das dívidas de cartão não começa com uma compra grande, e sim com várias pequenas que ninguém somou. No Finanças Fáceis, você lança cada compra e cada parcela e vê a fatura se formando ao longo do mês, antes de ela fechar.

O controle de faturas mostra quanto já está comprometido nos próximos meses, registra pagamentos, juros e estornos e ajuda a conferir se a fatura do banco bate com o que você gastou. É o lançamento manual, feito com intenção, que cria o hábito de olhar para o cartão antes de usar o limite.

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Perguntas frequentes

O que é o rotativo do cartão de crédito?

Quando você paga menos que o total da fatura, o valor que sobra vira um empréstimo automático: o crédito rotativo. Ele cobra juros mensais altos sobre o saldo e é uma das linhas de crédito mais caras do país.

Existe limite para os juros do cartão?

Sim. Desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690/2023, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. Uma dívida de R$ 1.000, por exemplo, não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros e encargos.

Por quanto tempo posso ficar no rotativo?

Pela Resolução CMN 4.549/2017, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco precisa oferecer um parcelamento, normalmente com juros menores que os do rotativo.

Vale a pena parcelar a fatura?

O parcelamento costuma ter juros menores que o rotativo, mas continua caro. Antes de aceitar, compare o total que você vai pagar e confira se a parcela cabe no orçamento junto com as próximas faturas, para não acumular dívidas.

Onde encontro as taxas do meu cartão?

Na própria fatura. O banco informa as taxas mensais do rotativo e do parcelamento e o Custo Efetivo Total (CET). Use esses números na calculadora para ter um resultado mais próximo da sua realidade.

A calculadora considera IOF e outros encargos?

Não. É uma simulação educativa baseada só nas taxas de juros informadas. IOF e outros encargos deixam o custo real um pouco maior.

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