Como usar a calculadora
Preencha o valor total da fatura e quanto você consegue pagar agora. Depois, informe as taxas de juros do rotativo e do parcelamento que aparecem na sua fatura ou no app do banco. A calculadora já vem com taxas de exemplo, mas cada banco e cada cliente têm taxas diferentes, por isso vale trocar pelos seus números.
O resultado aparece na hora e compara três caminhos para o mesmo saldo: pagar a fatura inteira, deixar o saldo no rotativo até a próxima fatura ou parcelar o saldo. O destaque mostra quanto você pagaria a mais no pior dos cenários.
Como o cálculo funciona
Tudo parte do saldo: a diferença entre o total da fatura e o que você paga agora. Com uma fatura de R$ 1.500 e um pagamento de R$ 500, sobram R$ 1.000 para depois.
- Rotativo: os juros mensais incidem sobre o saldo até a próxima fatura. Com 12% ao mês, os R$ 1.000 viram R$ 1.120: são R$ 120 de juros em um único mês.
- Parcelamento da fatura: o saldo é dividido em parcelas fixas pela Tabela Price, o mesmo sistema usado em financiamentos. Com 9% ao mês em 6 parcelas, você paga 6 × R$ 222,92 = R$ 1.337,52, ou seja, R$ 337,52 de juros.
- Pagar tudo: zero juros. É a referência para medir o custo das outras opções.
Repare que, no exemplo, o rotativo parece mais barato que o parcelamento. Isso só vale se você conseguir pagar o saldo inteiro na fatura seguinte. Se não conseguir, o banco vai oferecer um parcelamento de qualquer forma, e os juros do rotativo se somam aos do parcelamento.
A calculadora também aplica o teto de juros: desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690/2023, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original da dívida. Quando o teto entra em ação, o resultado avisa.
Por que o rotativo é a dívida mais cara
O rotativo é um crédito automático: não tem análise, não tem contrato novo e começa no momento em que você paga menos que o total. Essa facilidade tem preço. As taxas do rotativo ficam entre as mais altas do mercado de crédito, bem acima de empréstimo pessoal, consignado ou financiamento.
Para limitar o estrago, a Resolução CMN 4.549/2017 determina que o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco precisa oferecer o parcelamento, que costuma ter juros menores, mas ainda altos.
O caminho mais comum para cair nessa dívida é silencioso:
- pagar o mínimo “só este mês” e repetir no seguinte;
- somar parcelas de compras antigas com compras novas sem ver o total comprometido;
- usar o cartão para cobrir gastos do mês porque a renda já acabou.
Se a fatura já não cabe, compare alternativas antes de aceitar o parcelamento automático. Um empréstimo com juros menores para quitar o cartão pode sair mais barato, desde que você não volte a usar o limite do mesmo jeito. Enquanto isso, montar uma reserva de emergência evita que o próximo imprevisto vá parar no cartão.
Como o Finanças Fáceis ajuda
A maioria das dívidas de cartão não começa com uma compra grande, e sim com várias pequenas que ninguém somou. No Finanças Fáceis, você lança cada compra e cada parcela e vê a fatura se formando ao longo do mês, antes de ela fechar.
O controle de faturas mostra quanto já está comprometido nos próximos meses, registra pagamentos, juros e estornos e ajuda a conferir se a fatura do banco bate com o que você gastou. É o lançamento manual, feito com intenção, que cria o hábito de olhar para o cartão antes de usar o limite.
