Como usar a calculadora
Informe sua renda líquida mensal, ou seja, o valor que realmente cai na conta depois de impostos e descontos. A calculadora divide esse valor em três grupos: necessidades, desejos e poupança.
Para ir além da teoria, abra a comparação opcional e informe quanto vai hoje para cada grupo. A calculadora mostra onde você está acima ou abaixo do ideal. Não precisa ser exato: uma estimativa honesta já revela para onde o dinheiro está indo.
Como o cálculo funciona
A regra é uma divisão simples da renda líquida:
- 50% para necessidades: o que você precisa pagar para viver.
- 30% para desejos: o que melhora a vida, mas dá para cortar se precisar.
- 20% para poupança e dívidas: reserva, metas e quitação antecipada de dívidas.
Com renda líquida de R$ 4.000, por exemplo, o ideal seria R$ 2.000 para necessidades, R$ 1.200 para desejos e R$ 800 para poupança. Se hoje você gasta R$ 2.500 com necessidades, R$ 1.000 com desejos e guarda R$ 500, a comparação mostra R$ 500 acima em necessidades e R$ 300 abaixo em poupança. Com isso, você sabe exatamente onde agir.
A regra ficou conhecida pelo livro “All Your Worth” (2005), de Elizabeth Warren e Amelia Warren Tyagi. A força dela está na simplicidade: três números são fáceis de lembrar e de acompanhar todo mês.
E se a sua renda muda de um mês para o outro? Quem é autônomo, comissionado ou recebe por projeto pode usar como base a média dos últimos seis meses, ou, com mais segurança, o valor do pior mês recente. Assim, as necessidades ficam garantidas mesmo num mês fraco. Quando entrar mais que o previsto, a diferença vai direto para poupança e dívidas, em vez de virar gasto extra só porque o dinheiro apareceu. Essa disciplina é o que transforma um mês bom em reserva para os meses ruins.
O que entra em cada grupo
A dúvida mais comum é onde encaixar cada gasto. Uma pergunta ajuda: “se minha renda parasse amanhã, eu continuaria pagando isso?”
- Necessidades: aluguel ou financiamento, condomínio, água, luz, gás, internet básica, mercado, transporte para o trabalho, plano de saúde, remédios, escola e a parcela mínima de dívidas.
- Desejos: restaurantes e delivery, streaming e assinaturas, viagens, roupas além do necessário, hobbies, presentes e upgrades (o celular novo, o plano de internet mais rápido).
- Poupança e dívidas: reserva de emergência, metas como viagem ou entrada de imóvel, investimentos e o valor que você paga a mais para quitar dívidas antes do prazo.
Alguns gastos ficam no meio do caminho. O mercado é necessidade, mas a parte supérflua da compra é desejo. O importante é ser consistente: escolha um critério e use sempre o mesmo, para que a comparação entre os meses faça sentido.
Se as necessidades passam de 50%, você não está fazendo nada errado. Com aluguel alto ou renda mais apertada, isso é comum. Use a regra como direção: comece reduzindo desejos, revise contas fixas e trate os 20% como meta a alcançar aos poucos. Para transformar esses 20% em objetivos concretos, use a calculadora de quanto guardar por mês.
Como o Finanças Fáceis ajuda
Saber a divisão ideal é o primeiro passo. O difícil é manter a proporção quando o mês acontece. No Finanças Fáceis, você organiza seus gastos em categorias e define limites por categoria nas metas, de acordo com o que faz sentido para a sua renda.
Cada lançamento mostra quanto ainda cabe naquela categoria, e o painel do mês mostra para onde o dinheiro foi. Em vez de descobrir no fim do mês que os desejos passaram dos 30%, você percebe enquanto ainda dá tempo de ajustar.
